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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

EDIÇÃO 16 DE 2009

Sexta-feira 13??!! Fala sério!!!

Você deve estar com vontade de me perguntar por que eu não publico uma postagem sobre a famigerada sexta-feira 13. Porque para mim ela nada tem de famigerada. Graças a Deus nunca me aconteceu algo desagradável em uma data assim. Não tenho esses preconceitos ou superstições com datas. Prefiro crer em Deus no meu cotidiano que tudo dá certo. Confesso que a única data que me propiciava certa sensação de mau agouro até algum tempo atrás era o dia 28 de agosto, por motivos que para mim hoje não fazem mais sentido, portanto prefiro não comentá-los agora. Além disso, coincidentemente 28 de agosto é aniversário do meu amigo Fujita.
Então vá curtir esta sexta-feira como se fosse qualquer outra, pois o sábado está chegando.

HAVE A NICE WEEKEND!!!



*****

Situação vergonhosa para nós... e para eles

Por favor, contenha-se. Pelo menos até receber sua “carta de alforria”. Não cometa uma gafe como a que está contada na notícia a seguir. Se eu fosse eles, não teria agido assim. Tudo bem que eles, como qualquer universitário, especialmente qualquer estudante de medicina, depois de alguns anos naquela mesmice, deve ter muito a desabafar. A maneira que eles acharam de protestar contra o purgatório por onde passaram não foi uma das mais civilizadas possíveis e pode ter prejudicado pessoas que não têm culpa.


UEL suspende formatura de alunos de medicina que invadiram hospital em Londrina (PR)

A UEL (Universidade Estadual de Londrina), no Paraná, anunciou nesta terça-feira que 14 alunos do curso de medicina estão impedidos de se formar. A suspensão ocorre após um grupo de cerca de 40 formandos ter invadido, no último dia 20 de novembro, o pronto-socorro do Hospital Universitário, localizado dentro do campus.
De acordo com a assessoria da universidade, os formandos comemoravam o fim do internato e a graduação em um bar próximo à universidade. Por volta das 18h30, no entanto, o grupo decidiu estender a comemoração para o PS do HU.
Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u477233.shtml.

Justiça determina formatura de alunos suspensos pela UEL
A Justiça determinou que a UEL (Universidade Estadual de Londrina) faça a formatura dos 14 alunos do curso de medicina que foram suspensos após promoverem uma baderna no Hospital Universitário, no dia 20 do mês passado. Os outros 82 estudantes se formaram há uma semana.
Na decisão liminar, o juiz substituto da 5ª Vara Cível de Londrina, Mario Nini Azzolini, determinou ainda multa de R$ 500 mil por dia em caso de descumprimento. Segundo a UEL, a formatura será feita nesta sexta-feira (19), às 17h, no anfiteatro do Hospital Universitário.
Na decisão, Azzolini disse que a medida foi tomada para que os alunos "não sejam condenados antes de julgados".
No entanto, segundo o procurador jurídico da UEL, Ruy de Jesus Marçal Carneiro, a decisão elimina a possibilidade de conclusão do processo administrativo-disciplinar que havia sido instaurado na universidade contra os 14 formandos.
"A colação de grau encerra o vínculo desses alunos com a universidade. Só se eles tentarem residência médica no hospital será possível o prosseguimento do processo."
Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u481285.shtml.

''Blindados'' por amigos e familiares, estudantes de medicina se formam na UEL

"Blindados" por familiares e pelos colegas do curso, os 14 estudantes de medicina da UEL (Universidade Estadual de Londrina) que haviam sido suspensos após promoverem uma farra no hospital universitário se formaram nesta sexta-feira em uma cerimônia rápida, que terminou com gritos de protesto.
Leia mais em http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u481781.shtml.


Leia a seguir uma carta escrita por um aluno daquela faculdade e enviada para a lista da DENEM:

Carta de um estudante de medicina da UEL sobre os acontecidos dia 20/11/2008


É com grande pesar que escrevo essa carta para falar sobre o ocorrido no dia 20 de novembro de 2008. Por causa do comportamento de 50 alunos do sexto ano, que comemoravam os seus últimos 10 minutos como internos, que todos nós 400 outros estudantes do curso de medicina da UEL estamos sendo julgados pela mídia e pela comunidade. Todos nós estamos recebendo os olhares de suspeita, de indignação, ouvindo os comentários pejorativos sobre o nosso caráter. Como é triste de repente sentir vergonha do seu curso, da sua faculdade, que outrora sempre foram motivos do mais alto orgulho. Ver da noite para o dia os longos anos de estudo, sacrifício pessoal e familiar, tantas horas não dormidas por estarmos primeiro estudando para passar no vestibular do curso mais concorrido, e depois por estarmos estudando para termos o direito e a competência de ter a vida dos pacientes sob nossa responsabilidade, serem assim, transformados nesse sentimento de desilusão, de desesperança.
São tantas as dificuldades pelas quais passamos nesses 6 anos que não sei se sinto mais raiva pelo comportamento dos 50 internos, ou mais compaixão pelo que eles estão enfrentando agora. Não foi falado nem mostrado pela mídia como é a realidade do curso de medicina da UEL ou a rotina dos acadêmicos de medicina. Durante 6 longos anos enfrentamos a falta de docentes no curso, porque o salário é desmotivador (R$ 600,00) e porque o governo Estadual não contrata mais professores; temos que conviver com o boicote de alguns docentes que não aprovam a metodologia do PBL e por isso não tutoram os alunos nos primeiros 4 anos do curso; e principalmente, nos dois anos de internato ficamos em várias clínicas sob a assessoria exclusiva dos residentes, que estão com apenas 1 ou 2 anos a mais de estudo e experiência. Os residentes foram obrigados a assumir o papel de professores, quando são eles próprios estudantes e também ficam desamparados, caso contrário ficaríamos sem assistência alguma. Somos nós internos da medicina que conversamos, atendemos, examinamos, colhemos exames e cuidamos da evolução de todos os pacientes do HU: desde os em atendimento nos pronto-socorros até aqueles que estão internados. Temos uma carga horária exaustiva, com plantões noturnos após o dia inteiro de trabalho e na maioria das vezes sem direito a pós-plantão no dia seguinte. Em algumas clínicas damos 36 horas de plantão, às vezes 2 por semana, além das atividades diárias de rotina do estágio. Damos plantão no PSO, PSM e PSC com monitoramento exclusivo pelos residentes. Nem sabemos quem são os plantonistas do dia, porque eles não se dão ao trabalho de aparecer nem mesmo nas trocas de plantão (com exceções). Nem ficam sabendo o que aconteceu naquelas horas em que deveriam estar ali nos assistindo e nos ensinando, como é o nosso direito. Temos que correr para atender e colher exames dos pacientes que chegam, e ainda levar e buscar esses exames no laboratório, e durante esse tempo perdido com serviço que não nos compete fazer, perdemos as discussões com os residentes, não vemos as condutas que são tomadas, deixamos de aprender o que é vital à nossa profissão. Quase metade do nosso plantão noturno de 12 horas e meia é gasto com as indas e vindas ao laboratório, e no final do turno, quando saímos desse plantão e temos que ir cumprir as tarefas dos nossos estágios imediatamente após, tudo o que resta é a sensação de perda de tempo, de desperdício de conhecimento. Como seria melhor e perfeito se simplesmente tivéssemos os docentes e plantonistas ao nosso lado, passando a sua experiência, e se tivesse alguem para levar e buscar os exames. Simples assim. E apesar de todo o cansaço e frustração, nenhum de nós gostaria de ter sua carga horária reduzida. Todos achamos vitais essas horas de plantão no pronto-socorro, porque é isso que nos diferencia das outras escolas, são essas horas que melhor nos preparam para o nosso futuro profissional. Só gostaríamos de ter qualidade no ensino, aprender com professores e não apenas com residentes.
Durantes os dois anos de internato quantas e quantas vezes somos ofendidos, humilhados, tratados como a escória do mundo. Nós que somos a força motriz do hospital, sem os quais o HU fecharia (quem iria atender nos PS? Quem evoluiria os doentes internados nas enfermarias? ) A prova disso é que a nova lei de estágio aprovada em setembro desse ano, que limita a carga horária dos estagiários em 40 horas semanais, tornou-se um grande problema para o Colegiado do curso e para a administração do HU, pois graças a ela nós não poderemos dar plantões noturnos e nem ter estágio nos fins de semana, o que deixa o hospital sem a sua maior mão de obra. Novamente deixo claro que todos os estudantes estão infelizes e insatisfeitos com essa lei, pois como já citei, são essas horas de pronto-socorro que nos tornam mais preparados e fazem com que o nosso internato seja um dos melhores, mesmo com toda a falta de docentes e outros problemas já descritos.
O mais desalentador é que quando somos tratados assim, com grosseria e sem o menor respeito, ficamos desamparados, pois por mais que o preceptor do internato tente intervir ao nosso favor, os anos passam e nada muda. Permanece o conceito já enraizado na história do HU: “interno é sempre o culpado”, escória merecedora das mazelas do mundo (é assim que me sinto). Mas nós estudantes de medicina da UEL somos guerreiros. Apesar de tudo conseguimos superar os obstáculos, corremos atrás dos prejuízos e por nosso próprio mérito e dos verdadeiros e não muitos docentes decentes que ainda restam, somos responsáveis pelo curso de medicina da UEL estar entre os 10 melhores do país, ter no ano de 2005 tirado nota máxima no ENADE e ficado entre os 5 melhores. Somos elogiados pelo nosso ótimo preparo e desempenho nos cursos de residência feitos em outras instituições renomadas do país.
No entanto, por toda essa luta, por toda essa dedicação, por todos os problemas que enfrentamos, por todo o desamparo que encontramos, pelas lágrimas de desesperança que derramamos, pela dor de já termos nos sentido abandonados, por toda a responsabilidade que recai sobre os nossos ombros, por tudo isso eu tenho medo de que no futuro seja eu a boicotar o ENADE para mostrar a minha revolta, de que seja eu a comemorar nos corredores do hospital o alívio de estar formando. Medo de que no fim do curso tudo o que reste seja o sentimento de ter estado sozinho e ter trabalhado por uma instituição que não soube valorizar os nossos esforços e os sacrifícios de nossos pais pela conquista do grande sonho de sermos médicos . Tenho medo de comemorar exaltado exatamente como aconteceu com os 50 alunos dia 20 de novembro. Primeiro aconteceu o episódio do Orkut; no ano passado, o boicote ao ENADE; e agora isso. Alguma coisa está errada. Será que são apenas os internos? Hoje estou com vergonha de dizer que sou aluno do curso de medicina na UEL. Estou com vergonha por ter que explicar aos meus pais e familiares o que eles leram e assistiram nos jornais. Mas tenho muito mais vergonha por saber exatamente como os internos do 6 ano se sentiram, por compreendê-los, pois isso mostra que os motivos que os levaram a se comportar assim ainda permanecem, e pior, perpetuam-se. Anos após anos os problemas só aumentam ao invés de serem sanados. Corro o risco de ser eu a ser julgado como eles no futuro? Deixo o meu convite para que toda a imprensa e comunidade averigúem a verdade das minhas palavras. Basta ir ao HU e observar. Aqueles jovens atarefados, que irão atendê-los e examiná-los, andando apressados pelos corredores do HU e com o peso de suas responsabilidades marcando suas faces e expressões, somos nós, estudantes de medicina da UEL.
Todos concordamos que o acontecido dia 20 deve ser investigado de maneira séria e imparcial, e se após a apuração dos fatos os responsáveis forem julgados culpados, então que sejam punidos, mas com bom senso e de maneira justa. Aliás, questiono o rumo que tomou essa investigação, pois dos 14 internos apontados como responsáveis pelo tumulto (dentre os 50 que estavam lá), a maior parte deles é tida como o exemplo do bom interno, de como todos os alunos deveriam ser. Exemplos de dedicação, esforço e eficiência, pois durante os 6 anos do curso sempre tiveram as melhores notas, os melhores desempenhos, ótimo relacionamento interpessoal e com os funcionários e pacientes do HU. Durante os 2 anos de internato dedicaram - se por inteiro, nunca faltaram com educação ou respeito a paciente, funcionário ou docente. Nunca nesses 2 últimos e estressantes anos tiveram reclamações ou denúncias contra eles. Mais ainda, um dos alunos responsabilizados pelo evento do dia 20 nem sequer estava no HU nesse dia e há provas disso!!! Como é que viram ele lá? Que tipo de investigação que foi e está sendo feita que aponta como responsável pelo tumulto e suspende a sua formatura um estudante quem nem estava lá? Qual a seriedade com que está sendo feito esse processo??? Que provas eles usaram para incriminar essas pessoas?
Encerro essa carta com um pedido à imprensa. Se estão tão preocupados com o bem estar dos pacientes internados no HU, por favor, denunciem esses fatos que são bem mais sérios e ocorrem 365 dias por ano, muito mais relevantes do que 10 minutos de gritaria no corredor do PS. Todos os pacientes, funcionários e alunos do HU serão beneficiados se notícias como essas forem reveladas e atitudes cobradas dos nossos representantes eleitos do executivo e legislativo: Dia 7 de dezembro à noite, no Pronto-Socorro do HU, aconteceu um grande vazamento de água pelo teto do PS que inundou o local, molhou os pacientes em atendimento e internados pelos corredores (sim, os pacientes ficam em macas nos corredores, sem conforto ou dignidade, por falta de leitos no hospital). Os pacientes tiveram que ser removidos às pressas para outros locais, e no dia 8 de dezembro o PS foi interditado por risco de desabamento do teto. Mas pasmem, ele ainda está funcionando, ainda tem pacientes sendo atendidos debaixo desse teto que corre o risco de desmoronar. Como prova estou enviando um vídeo feito em celular no momento do vazamento, mostrando a gravidade da situação. Também estou enviando fotos mostrando pacientes internados no corredor do PS dia 09/12/08 ao lado de um aviso que diz que o pronto-socorro está interditado. Convido à imprensa a fazer uma investigação sobre as condições da enfermaria masculina em que os pacientes ficam internados. Passam calor, não há ventilação adequada, ficam internados dentro de um quarto com mais 5 pacientes, num local que não tem espaço para tanto, sem nenhuma privacidade e são obrigados a utilizar banheiro coletivo que fica no corredor da enfermaria. Aproveitem e comparem com a enfermaria feminina, que foi há pouco tempo reformada (parece que estão em outro hospital). Tudo por falta do Governo Estadual liberar verba para reformar a ala masculina e outras que também necessitam (como a maternidade- berçário do HU, que é vergonhosa). Enquanto isso os políticos fazem campanha dizendo que com verba de seu mandato foi construída a ala para transplantes, ao lado da maternidade que está caindo aos pedaços, e que já está pronta há vários meses mas continua fechada, por falta de funcionários e etc. Também investiguem o problema da falta de medicações básicas no hospital. Às vezes não tem nem mesmo dipirona ou paracetamol) .
Obrigado pela atenção.


Resposta:

Abaixo à hipocrisia, ao falta de escrúpulo, a falta de responsabilidade que vem envolvendo o meio acadêmico. Ser médico não é apenas uma profissão, é uma opção de vida.
Não podemos aceitar os fatos, a medicina tem que ter seu papel
ético e moral novamente. Chega dessa condescendência, desse acobertamento, dessa tolerância que se admite no meio acadêmico médico.
No início, existia uma tolerância devido à arduidade e à necessidade de estudo constante pelo acadêmico, que tinha visão social. Entretanto hoje a realidade é outra, o meio médico está sendo varrido por pessoas que apenas pensam no lado financeiro, são irresponsáveis e não estão no lugar certo. Esse povo só sabe beber, farrear, não estuda, cola em praticamente todas as provas, rouba provas ou tem banco de provas---e depois... só pensa em ganhar dinheiro. CHEGA---VAMOS ACABAR COM ISSO--- O que aconteceu em 08/12/08 na UEL é apenas a ponta de uma triste realidade que terá de ser mudada.
Não podemos aceitar que as faculdades não lutem pela moralização do curso. A faculdade tem um compromisso com a sociedade e forma profissionais para suprir as necessidades da mesma.

Está na hora de parar para pensar...


A atitude deles não foi correta, pois eles pareciam querer macular, escarnecer ou repudiar a instituição que devem defender de agora em diante: a medicina. Por outro lado, não podemos deixar de encarar os fatos. A carta acima escrita por uma aluna daquela faculdade procede. Acredito que a realidade seja parecida, em qualquer lugar do país. A rotina de trabalho, a grade curricular, tudo precisa ser repensado dentro dos cursos de medicina, para que todos os agentes envolvidos também possam viver com saúde e qualidade de vida. Não que isto sirva de justificativa, mas eles tinham motivos para se estressarem.

Segundo Dr. João Henrique Stessen Júnior, 85, delegado do Conselho Regional de Medicina do Paraná, em Londrina,

"Os médicos saem hoje das faculdades muito mais preparados cientificamente que os médicos de 59 anos atrás, quando me formei. Mas saem preparados para diagnosticar exames, não pacientes. É preciso humanizar o ensino de medicina para que o paciente seja mais respeitado'' (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u478378.shtml).

A humanização da saúde deve ser feita de dentro para fora, com todos os envolvidos aprendendo a respeitar a si mesmos, aos seus pares, independentemente de hierarquias, aos pacientes e aos demais semelhantes. Incorporar esta humanização em culturas onde as decisões concentram-se nas mãos de uma ou de poucas pessoas que não pareçam muito receptivas ao progresso e que sempre dão a última palavra, com a conivência de instâncias superiores, não deve ser tarefa fácil. Se há necessidade de mudanças, essa gente precisa ser “dobrada” antes.

O curso de medicina da UEL não deveria ser investigado sozinho (http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u480319.shtml). A investigação deveria ser extendida a todo o país, principalmente aos cursos mais novos e aos particulares. Talvez fosse motivo para abertura de uma CPI no Congresso, haja visto que eles querem aprovar leis que suspendam temporariamente a abertura de novos cursos de medicina.

Se há carência de supervisão em estágios e de plantonistas, a culpa não é só das faculdades e dos hospitais-escolas, principalmente se estiverem em cidades do interior, para onde é mais difícil atrair profissionais a serem contratados. Então esses cursos se vêem obrigados a improvisar seus estágios da melhor maneira possível.

A Lei do estágio está a caminho. Ainda estou lendo a respeito e não pude tirar minhas conclusões. Talvez não possa. Não poderei avaliar na prática seus efeitos porque minha universidade ainda não tomou posição sobre o assunto. Respaldada pela autonomia constitucional universitária, não deve cumprir a lei a curto prazo. Então, para minha turma essa lei não terá efeito. Quando entrar em vigor, só o tempo dirá se será bom ou ruim, se entrar em vigor mesmo. Você sabe que as leis brasileiras, algumas pegam, outras não. Se pegam, é como sinal de emissoras de TV ou de rádio, não pegam em todos os rincões ao mesmo tempo e com a mesma intensidade. Depende muito de quem administra o lugar. Se quiser saber mais sobre essa lei, acesse:

http://galinhacabidela.blogspot.com/2008/12/lei-do-estgio-e-internato-um-caminho.html

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Lei/L11788.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6494.htm

http://www.estagiarios.com/legislacaodeestagio.asp

http://noticias.uol.com.br/empregos/ultnot/2008/08/15/ult880u7237.jhtm

http://www.ielrr.org.br/imagens/donwloads/lei_de_estagiario.doc.

Aproveitando a deixa, havia, há pouco tempo, em tramitação, no Congresso, um projeto de lei que dispunha sobre o pagamento de uma bolsa de um salário mínimo aos estudantes de medicina que estivessem no internato. Não sei em que pé isso ficou. Se alguém souber, me diga, por favor. Pelo que eu li em http://www.cbcd.org.br/redator/item11076.shtml, já havia uma lei datada de 1977 dispondo sobre isto. Só não entendi bem o que ela quis dizer e porque ela nunca foi aplicada. Veja mais em

http://www.cbcd.org.br/redator/item11076.shtml

http://www.direito2.com.br/acam/2005/dez/21/estagio-obrigatorio-em-medicina-podera-ser-remunerado

http://www.direito2.com.br/acam/2007/jun/22/seguridade-rejeita-remuneracao-para-estagio-em-medicina

http://www.dadu.famed.ufu.br/?url=midia&num_pag=9&id=108.

Não é a primeira vez que expresso minha preocupação a respeito do futuro da educação médica no Brasil. Já fiz isto em http://conscienciaacademica.blogspot.com/2008/10/dia-do-mdico-retrasado-muita-falta-de.html.

Continuo com minha inquietude por me considerar pouco preparado e com conhecimentos insuficientes para seguir adiante. Me inquieta a idéia de que talvez precise fazer um curso por fora, se quiser passar em uma prova de residência porque nossas faculdades não estariam nos preparando adequadamente para elas.



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Evangelho de 13-02-2009

Marcos 7, 31-37
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus deixou de novo as fronteiras de Tiro e foi por Sidônia ao mar da Galiléia, no meio do território da Decápole. 32Ora, apresentaram-lhe um surdo-mudo, rogando-lhe que lhe impusesse a mão. 33Jesus tomou-o à parte dentre o povo, pôs-lhe os dedos nos ouvidos e tocou-lhe a língua com saliva. 34E levantou os olhos ao céu, deu um suspiro e disse-lhe: Éfeta!, que quer dizer abre-te! 35No mesmo instante os ouvidos se lhe abriram, a prisão da língua se lhe desfez e ele falava perfeitamente. 36Proibiu-lhes que o dissessem a alguém. Mas quanto mais lhes proibia, tanto mais o publicavam. 37E tanto mais se admiravam, dizendo: Ele fez bem todas as coisas; fez que ouçam os surdos e falem os mudos.

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

http://www.catolicanet.com/?system=liturgia&action=ver_liturgia&ano=2009&data=13-02.



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2 comentários:

Felipe disse...

Cara, beleza? Aqui é o Felipe do Conectou! Ótimo blog. Parabéns, só vim te avisar que sobre a campanha do defina-se em cinco marcas, quando postá-la, me mande o link beleza? Só para atualizar a listinha...

E outra...Que tal terr um formulário de contato aqui? Isso ficar muito massa. Você pode pegar um gratuito aqui.
http://ferramentasweb.890m.com/formail

Dá uma olhada e veja oque achou...

flw.

Maria Cristina disse...

te dejo un presente en mi blog