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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Edição bombástica de 26-12-2008

Blogagem coletiva do consumo consciente: antes tarde do que nunca

"Penso que chega um momento na vida da gente em que o único dever é lutar ferrozmente por introduzir,no tempo de cada dia,o máximo de ETERNIDADE."

João Guimarães Rosa





Antes de qualquer coisa, peço perdão pelo atraso em publicar esta postagem. Me atrasei porque tive que fazer algumas viagens e porque minha vida mudou, nas últimas semanas. Depois que conheci a Ane, minha vida já não é mais a mesma. Meu jeito de pensar mudou e minha inspiração também. Tudo mudou para melhor, é claro. De tanto pensar nela, já não tenho mais tanto tempo e concentração para escrever. Melhor assim. Já não agüentava mais ficar tanto tempo sentado na frente do computador navegando muito e produzindo pouco. A Ane foi o melhor que me aconteceu.

De qualquer maneira, ainda não perdi a verve. Esta sugestão da postagem coletiva sobre o consumo consciente era a oportunidade que eu esperava para desabafar algo que já vem me preocupando há tempos. Para saber mais sobre esta blogagem coletiva, acesse http://www.samshiraishi.com/consumo-consciente/.

O que está prejudicando as famílias, o país e o mundo, em termos financeiros e ambientais, é o consumismo exagerado e fútil. O padrão de vida do povo ianque, ou seja, dos Estados Unidos, é invejado pelo mundo inteiro, porque os ianques, além de serem relativamente bem cuidados pelo governo deles, a maioria deles tem renda suficiente para comprar mais do que precisam, mesmo se endividando. Duvido que eles estejam se sentindo mais prejudicados por esta crise mundial que os brasileiros.
Já imaginou se todo o mundo pudesse consumir como os norte-americanos? Os recursos naturais já estariam mais próximos da exaustão e o mundo pareceria um aterro sanitário. Cadê o desenvolvimento sustentável, por Deus???

O que mais me irrita é que os brasileiros em geral, querendo seguir o modelo ianque, sempre querem tudo novo, do bom e do melhor. Até este ponto eu perdôo. Quem no fundo não quer essas coisas, não é? O que não perdôo são os brasileiros viverem se dando ao luxo de trocar de carro ou de telefone celular, periodicamente. Às vezes, todo ano. Carros populares já não existem mais. Por mais que o governo crie políticas para facilitar as vendas de veículos novos, baixando impostos, por exemplo, eles ainda estão muito caros. Os carros zero foram onerados progressiva e irreversivelmente. Se isto aconteceu de propósito, não sei. Acho absurdo um carro "popular" 0 km custar mais de vinte mil reais. E as nossas rendas quase não cresceram. Mesmo assim, tem gente muito idiota que vive comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando, comprando... e o preço subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo, subindo... e o padrão de vida caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo, caindo... No dia em que esses carros chegarem a cem mil reais, ainda vai ter gente comprando, caindo nas armadilhas dos financiamentos, enquanto o governo e os metalúrgicos viram reféns das montadoras.

Os automóveis estão ficando cada vez mais caros, enquanto os computadores estão sendo barateados pela tecnologia e, deste modo, distâncias estão sendo abreviadas, pois mais pessoas estão acessando a Internet. Graças a Deus. Engraçado, certos carros, que são considerados de luxo e vendidos a preços exorbitantes no Brasil, nos seus países de origem podem ser comprados por qualquer assalariado. É porque brasileiro gosta de supraestimar os bens materiais.

Os carros estão mais caros, mas parece que eu sou o único que percebeu isto. Será que eu digo isto porque meus pais neste momento não podem comprar um carro zero, pois eles têm compromissos mais importantes a honrar? Ou será apenas porque sou um liso, um insatisfeito, um revoltado, um proscrito pelo capitalismo? Seja como for, ainda penso que a maioria dos carros novos vendidos no país é financiada, e as pessoas estão sendo enganadas, estão se tornando prisioneiras da vaidade, dos bancos e do desejo de terem o mesmo padrão aparente de vida dos ianques. Os carros novos estão mais caros e a culpa é dessa gente que vive trocando de carro sem necessidade. Tem gente que não espera terminar de pagar seu carro atual, já vai logo trocando por outro. Meu amigo, pelo amor de Deus, tenha bom senso. Quanto mais carros você compra, além de aumentar suas dívidas, mais recursos naturais consumidos para fabricar esses veículos, mais petróleo explorado para atender essa demanda por combustíveis, mais gasolina consumida, mais engarrafamentos nas grandes cidades, mais poluição do ar, mais aquecimento global, e, quando o carro não prestar mais e ninguém quiser, mais sucata. Sem contar que esse aumento de carros atiça o paladar dos ladrões, principalmente em locais como São Paulo. Deve ser revoltante saber que, depois de gastar muito dinheiro com a compra do veículo, ter gastos extras com seguro, IPVA, alarme e rastreamento por satélite, nada parece capaz de deter os ladrões e o Estado tem sido indolente demais em cumprir essa tarefa. A culpa é daquelas pessoas de mau caráter e inescrupulosas que adquirem carros ou partes deles de procedência duvidosa. Para elas não importa se estão prejudicando outras pessoas. O importante é sair no lucro. No Brasil é assim, cada um por si e Deus por todos. E o círculo vicioso continua.

Em suma, acho que todos os brasileiros de bom senso e de boa vontade deveriam se unir e parar de comprar carros novos, não apenas para forçar uma queda nos preços (de acordo com a velha lei de oferta e procura, os consumidores unidos têm esse poder, sabia?), mas também para forçar o governo e as montadoras a pensarem em políticas de desenvolvimento sustentável (veículos mais econômicos, menos poluentes e que possam ser movidos por combustíveis alternativos independentes do petróleo), pensarem em tornar as ruas e estradas mais viáveis para os veículos rodarem e pensarem em tornar os veículos mais seguros, ou seja, menos suscetíveis a roubos, furtos e acidentes.

Essa questão de reduzir os preços dos carros é muito delicada. Ainda me lembro do tempo em que um carro novo, como o Corsa, por exemplo, custava cerca de oito mil. Já imaginou se todos os brasileiros tivessem carro??? Se eu fosse descrever o caos que estou imaginando com meus botões, uma página seria pouco. Resumidamente, posso dizer que todos os carros ficariam parados, porque não haveria espaço para eles rodarem, e todo mundo teria que andar a pé do mesmo jeito. E se fosse possível ao menos tirar o carro da garagem, como os órgãos de trânsito conseguiriam controlar um tráfego de veículos tão viscoso e milimétrico??? Se bem que esses órgãos faturariam uma boa grana, com taxas e multas. Só para ter uma idéia, existem cidades onde quase toda a população anda de motocicleta. Por um lado é bom, mas também é ruim. Depois conversamos melhor sobre isto.

Vamos comentar um pouco sobre a praga dos celulares. Nós, brasileiros, estamos comprando telefones celulares demais. Muitas vezes sem a real necessidade de fazê-lo. Para nós, celulares são praticamente descartáveis. Houve um tempo em que a pessoa que comprava um celular pré-pago, aquele que você compra créditos para colocar nele, não precisava se cadastrar na operadora. Se bem que acho que ainda é assim, porque é possível comprar o chip ou SIM card em qualquer farmácia, supermercado ou banca de revista e a operadora nem fica sabendo quem você é. Já comentei sobre a irresponsabilidade das operadoras de celular na postagem “Perfeição”, publicada em setembro último. Pois bem, muitos celulares circulando pela cidade. Quem ama muito tudo isso? Os assaltantes. O celular é um dos objetos mais visados por eles. Alguns deles ao abordarem vítimas procuram apenas celulares, mesmo que o cidadão esteja usando um casaco de pele, um colar de ouro ou de diamantes ou com uma mala cheia de dinheiro. Não interessa. Celular é tudo para eles. É o sonho de consumo deles. Acho que aqueles caras, quando morressem, deviam ser sepultados em caixões com formato de celulares. Pelo menos um celular cada um deles leva para tentar se comunicar lá do “Além”. Brincadeiras a parte, celulares roubados têm mais ou menos o mesmo destino que carros roubados, sendo vendidos inteiros ou em partes para pessoas inescrupulosas e de mau caráter, ou são dados de presente aos amigos que estão na cadeia. Quem mais se beneficiou com a telefonia móvel foram os criminosos, pois facilitou a comunicação entre eles, facilitando o planejamento e execução de operações criminosas, estejam eles dentro ou fora da cadeia. O Estado tem sido indolente em impedir esse tipo de comunicação, até porque tem sido incompetente em coibir a corrupção, dentro ou fora de Brasília. Por não conseguir recrutar bastantes agentes penitenciários honestos ou punir os desonestos, ou seja, por ser incapaz de corrigir falhas humanas, o Estado se vê obrigado a gastar fortunas em bloqueadores de sinais de celulares a serem instalados em presídios.

O que eu vejo de mais imbecil é quando pais compram telefones celulares de verdade para seus filhos, crianças ou adolescentes. Acho isso um abuso, uma espécie de amadurecimento forçado e precoce. Não é querendo ser careta mas, quando eu era adolescente, na década de 90, já havia celulares, mas eu não precisava deles. Acho que meus amigos na época também não. Acho que nenhum deles tinha celular. Dar um celular para uma criança ou adolescente, mesmo que ele saiba usar com parcimônia, aumenta a disparidade entre ele e um jovem da mesma idade mas de classe social inferior. Isso desperta a revolta e a agressividade do jovem mais pobre, reforçando a idéia de que o jovem mais favorecido é um alvo em potencial da inveja e da violência. Os costumes mudam, e para pior. Provavelmente meus filhos vão querer celulares também. O que direi a eles, principalmente se argumentarem que todo o mundo no colégio tem o seu??? Complicado, hein??? Trocando em miúdos, dar um celular para um menor de dezoito anos é insensatez, é estupidez, é burrice.

Quanto mais celulares comprados, mais consumo de matéria-prima para sua fabricação, mais celulares sucateados, mais baterias abandonadas, que vêm a vazar e poluir solos e lençóis de água com metais pesados.

Se você pretende ter filhos, controle-se. Por melhor que seja sua posição social, evite ter muitos. Você pode ter condições de sustentá-los, mas o mundo talvez não tenha. Seja responsável na hora de procriar. Quanto mais pessoas lançamos ao mundo, mais os recursos naturais, principalmente água e comida, são consumidos, e há menos empregos disponíveis. Mas se você, mulher, está grávida, pelo amor de Deus, não aborte. A vida já está em curso no seu ventre, então deixe-a fluir.

Nos tempos de colégio e de cursinho pré-vestibular, ouvia muito dizer que a população brasileira está crescendo menos, desde os anos 50, porque a população urbana cresceu em relação à rural e o acesso da mulher ao mercado de trabalho e aos serviços de saúde foi ampliado, permitindo-lhe usufruir de métodos contraceptivos. Tudo isso contribuiu para reduzir a fertilidade feminina. O que foi dito até agora ficou muito bonito ao ser escrito nos livros de geografia. Na prática, acho que faltou uma vírgula. As mulheres mais pobres, principalmente as que vivem em favelas, continuam tendo muitos filhos e elas engravidam cada vez mais jovens. Por isso eu não sinto essa queda da taxa de crescimento populacional. Aquelas jovens trazem ao mundo cada vez mais crianças com poucas chances de receberem o mínimo necessário para uma sobrevivência decente (saúde, alimentação, educação, moradia e espiritualidade) e com as oportunidades de emprego na vida adulta abreviadas. Essas crianças estão cada vez mais vulneráveis a corrupção pelo narcotráfico. O cantor católico Cosme tem uma história parecida com essa para contar. Ele era conhecido pela alcunha de “Caveirinha”, quando fez parte do Comando Vermelho, há quase trinta anos. Hoje, ele é funcionário público e cantor a serviço de uma comunidade da Renovação Carismática Católica no Rio de Janeiro. Periodicamente ele se apresenta em Fortaleza, principalmente no Hallelluya. Saiba mais sobre ele em:
http://www.portaldamusicacatolica.com.br/cosme.asp.
http://www.codimuc.com.br/agencia/artistas/cosme/index.php.
http://www.novopentecostes.com.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=204&Itemid=91.
http://www.cifras.com.br/cosme/.

Sobre a questão da “explosão demográfica” nas favelas e das crianças transviadas, me lembre de comentar sobre isto em outra ocasião.

Por enquanto, meu caro, minha mensagem final é a seguinte: consuma com moderação, mesmo que você esteja nadando em dinheiro. Não pense só em você. Pense também na sua família, na sua comunidade, no seu país e no seu planeta. Pense inicialmente no que Deus pensa sobre o que você pensa. À propósito, há uma passagem bíblica, acho que em uma das cartas de São Paulo, que diz mais ou menos o seguinte: “Tudo me é permitido, mas nem tudo me convém.”




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Evangelho de 26-12-2009

Mateus 10, 17-22

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus apóstolos: 17"Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo".

- Palavra da Salvação.
- Glória a vós, Senhor.

http://www.cancaonova.com/portal/canais/liturgia/index.php?&dia=26&mes=12&ano=2008.




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6 comentários:

Philip Rangel disse...

Pois é meus amigos, meus novos amigos é tao interessante entrar em cada blog, na qual chamo de pagina de internet, e visualizar ...ler...responder a cada postagem...quao magnifico visitar novos blogs e tornamos amigos...novos amigos em que apoio e eles tambem apoiam...participam..cada blog traz a sua essencia..que muitas vezes viajamos ;..rimos....e ate emocionamos com os textos prescritos...alguns de vcs marcam com textos informativos, texto diarios, texto mundo, tv, dicas, outros pela emoçao poemas, utilidades, cada um programa o seu jeito..por isso torna se um mundo magnifico na qual enriquecemos com cultura pois cada um demonstra seu trabalho em diferentes localizaçoes do Brasil e do mundo..
Agradeço sim a todos que me visitaram e que me visitam..a todos que ja entraram numa fria...a todos que apoiaram o retorno e apoiaram nesse ano de 2008..espero essa uniao em 2009.. pq as postagens nao podem parar...

Parabens a vc amigo blogueiro por existir e mostrar qm é voce...

abraços a todos....
e que venha 2009

Giane disse...

Oi, Menino.

De fato, bom senso é algo que não faz mal a ninguém.
E ser sensato em tudo na Vida é uma das melhores virturdes que podemos ter, além do Amor e do Perdão, é claro.

Agradeço sua visita e palavras gentis. Que em 2009 possamos continuar a compartilhar de mais e novas idéias.

Beijos mil e Feliz Ano Novo!!!

Bill Stein Husenbar disse...

Boas Festas.

Deixo uma prenda de Natal:

http://img152.imageshack.us/my.php?image=selohs3.jpg

http://desabafos-solitarios.blogspot.com/

Vivian disse...

...bom senso, bom senso, bom senso...
onde se encontra isso na mente
brasileira?

muahhhhhhh

Izinha disse...

Q bom...

q este novo ano q se aproxima traga à vc um universo de felicidade e q seus sonhos
sejam conquistados, suas esperanças renovadas e q a paz tão necessária seja encontrada...

Feliz 2009!

Tem um presentinho esperando por vc, com muito carinho...

bjos...Izinha.

Sam disse...

Seu texto é sempre bombástico e o que me impressionou foi ler aqui coisas que ouço de meu esposo. Ele tb questiona o preço dos carros, o consumismo norte-americano da classe média brasileira e outros pontos que vc levantou.
Pessoalmente me tocou mais o que falou sobre um jovem se revoltar porque não tem acesso ao que o outro, de familia de mais posses, tem e ele não pode ter. Sempre penso nesta questão como o grande motivador de atitudes erradas em nossa sociedade e considero que é um dever dos pais educar os filhos de modo que não queiram ter nem ostentem o que é desnecessário. Bom ponto.
Agradeço sua participação da blogagem e desejo um ano de 2009 abençoado.