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sexta-feira, 26 de setembro de 2008

Insulto aos médicos

    Comentário infame.

 

O GLOBO (RJ)

Ética ou oportunismo?

Diante das críticas do governador Sérgio Cabral ao absenteísmo injustificável de médicos nos hospitais públicos, o Conselho Regional de Medicina (Cremerj) saiu em defesa dos profissionais.

Em nome da ética, devese exigir da entidade que também cobre dos associados o cumprimento de suas obrigações - quais sejam, exercer as funções para as quais recebem salário do estado.

Quando nada porque, neste caso específico, o corporativismo - que trilha, em mão única, o caminho do oportunismo - procura resguardar interesses à custa do sacrifício da fatia mais carente da população

http://portal.cremepe.org.br/publicacoes_clipping_ler.php?cd_clipping=19537.

    Notícia infame.

O GLOBO (RJ)

Sindicato dos Médicos processará governador

Profissionais que faltaram a plantão do Hospital Getúlio Vargas são cooperativados e não deverão ser demitidos

Dimmi Amora e Ludmila Curi

O Sindicato dos Médicos do Rio de Janeiro (SinMed) vai denunciar o governador Sérgio Cabral ao Ministério Público por "falta de urbanidade" (civilidade).

A entidade está levando em conta as declarações de Cabral sobre os profissionais da saúde do estado desde o início de sua gestão. A decisão foi divulgada ontem, quando o presidente do SinMed, Jorge Darze, também declarou que 70% dos profissionais concursados do estado deixam o serviço por causa dos salários baixos e das más condições de trabalho.

- O uso de expressões como "lengalenga", "me engana que eu gosto" e "vagabundo" mostram um desequilíbrio do governador.

Ele não pode sair por aí xingando as pessoas. Está incorrendo num crime pelo Estatuto do Servidor Público - disse Darze.

- É essa crise que gera a contratação de cooperativados, só que o Ministério do Trabalho condena essa forma terceirizada de trabalho para atividade-fim.

Os cinco médicos que foram chamados por Cabral de vagabundos e safados por terem faltado domingo ao plantão do Hospital Getúlio Vargas, na Penha, são cooperativados. Ontem, quatro deles estiveram no Cremerj para prestar um esclarecimento informal. Eles negaram que tivessem combinado as faltas. Dois informaram que estavam doentes e que avisaram o chefe de plantão. Uma das médicas afirmou que havia deixado a unidade em agosto e outro profissional já informara que não voltaria a trabalhar.

- Esse contrato por cooperativa não tem qualquer vínculo.

A pessoa recebe o telefonema num dia para ir trabalhar no outro. E também pode sair apenas com um aviso. Isso é péssimo para o serviço público - avaliou Luiz Fernando Moraes, diretor do Cremerj. Segundo ele, há um problema salarial, já que o médico das cooperativas ganha R$ 1.350 por plantão de 12 horas, quando deveria ser o dobro. O próprio governo estadual paga pelo menos R$ 3 mil num plantão de 24 horas na Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Nos fins de semana, alguns chegam a ganhar R$ 5 mil, sem descontos.

A Secretaria de Saúde esclarece que a demissão desses profissionais fica a cargo da cooperativa a que servem e que essa medida não deve ser tomada, por causa da crise atual.

- Eles têm contrato e vínculo com a cooperativa. Quem demite é ela. Por conta da crise atual, eles devem ser encaminhados a outros hospitais - disse Manoel Santos, subsecretário de Saúde., que garantiu que os médicos das UPAs recebem o mesmo que os dos hospitais.

O HGV é referência em neurocirurgia, mas faltam profissionais da especialidade. O SinMed informa que há déficit de ortopedistas e anestesistas.

http://portal.cremepe.org.br/publicacoes_clipping_ler.php?cd_clipping=19536.


 

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