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sábado, 21 de junho de 2008

De humanos a robôs


"Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o amor próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, que não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz com o seu trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente quem passa o dia queixando-se da sua má-sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece, ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar."

    Este texto que encontrei no Orkut (http://www.orkut.com.br/Profile.aspx?uid=905128936726207135), me fez refletir sobre a miséria atual e progressiva da condição humana. Certas coisas que o ser humano adquiriu ao longo da história, como certos objetos, certos hábitos e certas maneiras de pensar e de ver o mundo, na verdade podem significar um retrocesso. Ficamos menos naturais, mais artificiais e racionais demais. Deus deve ter nos criado para sermos de um jeito, mas acabamos nos tornando de outro.

    Nossa alimentação atual é muito industrializada, com muita fritura e muito condimento. Nosso trato gastrointestinal talvez não tenha sido feito para isso.

    Com o tempo, adquirimos o hábito de usar roupas e isto acabou virando lei. Tudo bem que existem vantagens nisso, mas talvez não tenhamos sido criados para isso. Adão e Eva que o digam.

    Fazemos sexo usando preservativos por questões de saúde pública. O ideal seria que não precisássemos deles, pois não fomos feitos para isso.

    O perfil da morte também mudou. A morte também foi artificializada porque as doenças crônicas tornaram-se as principais causas de morte e as pessoas estão sendo deixadas para morrer em hospitais e suas vidas no leito são prolongadas de maneira inútil e dolorosa. Ninguém morria assim, longe da família.

    O que mais impressiona na nossa evolução é a artificialização dos pensamentos e dos sentimentos. Somos obrigados a descaracterizar nossas idéias ou suprimi-las, para nos adaptarmos ao contexto social. Somos obrigados a cercear nossos sentimentos e isso é o que mais dói. Muitos de nossos sentimentos surgem simplesmente porque sentimos, não porque queremos. Quem sente sofre, e ninguém quer sofrer, ninguém quer sentir dor. Ninguém foi criado para isso. E por que sofremos pelos sentimentos? Porque nem sempre o ambiente nos permite usufruir nossos sentimentos. Eles podem ser mais ilegais do que qualquer entorpecente porque eles podem contrariar o senso comum. A seguinte frase, retirada do texto acima, resume isto: "Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções, justamente as que resgatam o brilho dos olhos, corações aos tropeços e sentimentos." Racionalizamos nossos sentimentos para nos adaptarmos às convenções sociais e não nos sentirmos uns idiotas. Por isso que poucos têm a coragem de se assumirem românticos. Esses indivíduos são desprezados. Não vale a pena manifestar seus sentimentos na frente de qualquer pessoa, pois nem todo mundo os compreende. Por isso que, às vezes, invejo àqueles que acham que tem o coração de pedra. Ou não. Talvez um dia, metam o dedo na ferida daquelas pessoas e a dor que elas sentirão será maior. A frustração será maior.


    Em suma, ninguém é livre para ser o que quiser, pensar o que quiser e sentir o que quiser, pois vai sempre ter o azar de encontrar alguém que gosta de menosprezar os outros, alguém que faz os outros se sentirem idiotas, voluntária ou involuntariamente, e dificilmente terá a sorte de ser compreendido. A tendência é aumentar a artificialização do ser humano, pois o planeta está sendo artificializado. Veja o que estão fazendo com as florestas, com as calotas polares, com os rios, com os mares, com os animais e com a camada de ozônio. E teremos que virar astronautas, se quisermos sobreviver.



David Byrne – Like humans do



For millions of years, In millions of homes
A man loved a woman, A child it was born
It learned how to hurt and it learned how to cry
Like Humans Do
I'm breathin in
I'm breathin out
So slip inside this funky house
Dishes in the sink
The TV's in repair
Don't look at the floor
Don't go up the stairs

I'm achin
I'm shakin
I'm breakin
Like Humans Do

I work & I sleep & I dance & I'm dead
I'm eatin, I'm laughin & I'm lovin myself
We're eatin off plates & and we kiss with our tongue
Like Humans Do

I'm breathin in
I'm breathin out
So slip inside this funky house
Dishes in the sink
The TV's in repair
Don't look at the floor
Don't go up the stairs

I'm achin
I'm shakin
I'm breakin
Like Humans Do

I'm breathin in
I'm breathin out
So slip Inside this funky house
Wiggle while you work
Anybody can
The rain is pourin in on a woman & a man

I'm achin
I'm shakin
I'm breakin
Like Humans Do
I'm breathin in
I'm breathin out

Um comentário:

Danielle Vidal Daher disse...

O nosso planeta está morrendo,os animais, camada de ozônio, florestas, oceanos, os seres humanos estão apenas sobreviventes... O que mais me choca é as relações sociais estão cada vez mais superfulas...