BlogBlogs.Com.Br
Seja bem-vindo ao blog Consciência Acadêmica.

Impressões pessoais sobre notícias ou sobre episódios cotidianos, além de informações de utilidade pública.

domingo, 8 de junho de 2008

Evangelho de 08 de junho de 2008 – Os doentes são quem precisam dos médicos

Mt 9,9-13

Jesus saiu dali e, no caminho, viu um cobrador de impostos, chamado Mateus, sentado no lugar onde os impostos eram pagos. Jesus lhe disse:
- Venha comigo.
Mateus se levantou e foi com ele. Mais tarde, enquanto Jesus estava jantando na casa de Mateus, muitos cobradores de impostos e outras pessoas de má fama chegaram e sentaram-se à mesa com Jesus e os seus discípulos. Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos:
- Por que é que o mestre de vocês come com os cobradores de impostos e com outras pessoas de má fama?
Jesus ouviu a pergunta e respondeu:
- Os que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. Vão e procurem entender o que quer dizer este trecho das Escrituras Sagradas: "Eu quero que as pessoas sejam bondosas e não que me ofereçam sacrifícios de animais." Porque eu vim para chamar os pecadores e não os bons.

Palavra da Salvação, Glória a Vós, Senhor.

http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx?Data=31%2f05%2f2008&EvangelhoID=2568.

Comentário do Evangelho

Segue-me!

Esta narrativa é encontrada nos três evangelhos sinóticos: Marcos, Mateus e Lucas. Em Marcos e Lucas, o homem sentado na coletoria de impostos (publicano), chamava-se Levi. Contudo, no evangelho de Mateus, este homem se chama Mateus. A tradição identificou, então, Levi com Mateus, que seria o próprio autor deste evangelho. Porém, diante das inúmeras recorrências e citações relativas ao Primeiro Testamento que encontramos neste evangelho, pode-se perceber que o seu autor é um "escriba que se tornou discípulo do Reino dos Céus..." (cf. Mt 13,52), e não um publicano.
Tendo já chamado os quatro primeiros discípulos, que eram humildes pescadores, Jesus se dirige, agora, ao publicano Mateus (Levi). Os publicanos eram os coletores de impostos que trabalhavam para administradores romanos, que na Galiléia estavam sob a autoridade de Herodes. Nesta condição chegavam a alcançar uma posição econômica favorecida. Porém eram excluídos da sociedade religiosa judaica.
Os fariseus fazem pressão sobre os discípulos de Jesus, procurando desacreditá-lo devido ao fato de comer com publicanos e pecadores. O judaísmo repudiava qualquer convívio com os excluídos, particularmente a refeição comum. Estes excluídos, considerados "pecadores" conforme os critérios de pureza da Lei, eram principalmente os pobres e doentes, que não tinham condições de observar detalhadamente as centenas de prescrições desta Lei. Assim humilhados, eles se submetiam à autoridade da casta religiosa que se considerava "purificada"e "justa".
Jesus interfere com uma citação do profeta Oséias. Indo à raiz dos problemas, este profeta denuncia a existência da realeza em Israel, "Efraim e Judá", particularmente a realeza davídica, opressora e excludente, associada à Lei e ao Templo de Jerusalém com seus sacrifícios. "Misericórdia eu quero, não sacrifícios..." (primeira leitura).
A opção pelos excluídos e empobrecidos significa uma denúncia da injustiça que reina na sociedade e a busca da construção de uma sociedade justa e fraterna. Este é o compromisso fundamental de nossa fé, a qual é exaltada por Paulo em sua carta aos romanos a partir da fé de Abraão (cf. primeira leitura).

Nenhum comentário: