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quarta-feira, 9 de julho de 2008

Causos curiosos das últimas semanas

Não sou de fazer fuxico mas, só prá descontrair, vou contar umas histórias interessantes que eu vi nas últimas duas semanas.

1.Em uma tarde daquelas, dois ou três delinqüentes praticaram um assalto na avenida em que fica nossa faculdade. Havia vários carros de auto-escola circulando pelo bairro. Eles fazem as aulas práticas de direção por lá porque é lá nas nossas ruas que acontecem as provas práticas. Os elementos correram para nossa rua e um dos instrutores de auto-escola viu e correu atrás deles em seu carro. Conseguiu pegar um dos meliantes em frente a nossa casa, ao derrubá-lo com o carro. O mais curioso é que, depois disso, o suspeito se levantou e voltou em direção à esquina calmamente e empurrando sua bicicleta na calçada, acompanhado pelo instrutor em seu carro. Se ele quisesse, ele poderia ter fugido. O instrutor não estava armado nem tampouco o estava segurando. Mas o suspeito simplesmente foi para a esquina, onde se sentou e aguardou a chegada da polícia. Ele deve ter feito isso por ser menor de 18 anos e para dar cobertura para que seu comparsa ou comparsas sumissem. Havia apenas um capinador trabalhando na rua. Quando a policia chegou, os tiras disseram que o sujeito já havia praticado 3 assaltos naquele dia e tinha apenas 14 anos. Ele negou tudo e não quis entregar os outros, obviamente, mas a vítima do último assalto o reconheceu. Só estou contando isso porque a situação do bairro Derby Clube em Sobral está calamitosa. O lugar está entregue às baratas. Apesar do fluxo de universitários, além de a segurança ser inadequada para toda Sobral, a cidade ainda não conta com sistema de transporte coletivo. Sobrevive apenas de mototáxis e paus-de-arara que viajam entre a sede e os distritos. No meu bairro, não há mais quem possa andar a pé tranqüilamente pelas ruas. Por isso, estou preocupado com a segurança de meus hóspedes.

2.Quando eu estava saindo da festa de São João da minha classe, por volta de quinze para as cinco da manhã, depois de ter ajudado a arrumar as mesas e as cadeiras, vi uma figura solitária caminhando pela rua e logo reconheci que era um companheiro nosso do 3º semestre. Ele se aproximou e me disse que morava ali perto e que tinha esquecido a chave em casa. Portanto, estava preso fora de casa. Então o convidei para entrar no carro, fomos até a casa dele ver se havia alguem. Buzinei e ninguem respondeu. Fomos procurar os amigos dele em bares e restaurantes que ainda estavam abertos. Não os encontramos. Então o convidei para dormir em minha casa. Eu não ia deixar aquele pobre cristão vagando pelas ruas sozinho até amanhecer, sujeito a ser assaltado, pois aquele bairro é perigoso. E depois eu ia ficar com peso na consciência. Enfim, deu certo. Ele dormiu e algumas horas depois reencontrou seu povo.

3.Na noite seguinte, quando estava saindo do campus da Betânia, havia uma moça escorada em meu carro chorando. Ela me disse que seu pai havia acabado de sofrer um acidente de moto em Tianguá e ele estava pilotando ébrio e sem capacete, o que acabou sendo bastante danoso para ele. A pobrezinha não sabia o que fazer. No fundo, tinha vontade de ir à Santa Casa ver como ele estava, mas optou por ficar lá na Betânia mesmo esperando o ônibus para voltar para sua cidade. Situações como essa teriam motivado os legisladores a recrudescerem as leis de trânsito, até chegar à "Lei Seca". Eu concordo que, de fato, quem estiver dirigindo ou pilotando, na dúvida, é melhor que não tome uma gota de álcool. Eu, por exemplo, sou muito sensível. Não posso beber. Por um lado, concordo com a nova lei, porque ela quer nivelar todo mundo por baixo, ou seja, sensibilizar os motoristas a ficarem longe da bebida, forçando uma separação entre álcool e direção, já que os dois não combinam bem em hipótese alguma. Por outro, acho que ela não vai mudar muita coisa, pois muitos acidentes são causados por pessoas que estão nitidamente embriagadas e que normalmente ingerem muito acima do limite que era permitido antes, e não por pessoas que beberam pouco mas ainda estão sóbrias. Aquelas pessoas que bebem demais e dirigem, para elas não vai fazer diferença se o limite permitido baixou ou não existe mais. Vão beber do mesmo jeito. De qualquer maneira, a lei deixa muitos condutores com as barbas de molho e os obriga a se afastarem da bebida ao saírem de casa, deixando-os mais prudentes. Quem bebia um pileque de vez em quando, não bebe mais. No último domingo, quando estava na praia, passou um vendedor ambulante falando que quase ninguém nas barracas estava bebendo. Aí eu disse prá ele que foi por causa da lei. De fato, se não me engano, as vendas de bebidas alcóolicas diminuíram, nas últimas semanas. Bares e restaurantes vão ter algum prejuízo. É lamentável que haja recessão em alguns setores da economia, que algumas pessoas faturem menos ou até percam seus empregos, mas precisamos achar alguma alternativa para contornar a situação, pois o que importa é proteger a vida.

Não escrevi estes causos com o mero intuito de me gabar, pois "a mão direita não sabe o que a mão esquerda anda aprontando". Só queria contar umas historinhas prá descontrair, que nem a Mari no blog dela (http://www.senso.blogger.com.br).

Um comentário:

Renata Maria Parreira Cordeiro disse...

Não consigo ler isso tudo de uma vez, virei outras vezes. Enquanto coleto material para "Bonequinha de luxo", postei sobre o filme "Sombras de Goya" que em Portugal ficou como no original "Os Fastasmas de Goya". Apareça por aqui:
wwwrenatacordeiro.blogspot.com
não há ponto depois de www
Um beijo,